Este é um dos "blogs" da Casa Comum das Tertúlias. Estão todos convidados a enviar textos ou notícias de actividades para o "blog". O nosso "blog" não pretende ser usado para difamar ninguém, nem para fomentar o boato. Para isso, há muitos outros que podem servir esses intentos. Em tempos de Censura, aqui estamos para exterminá-la e dar combate aos novos inquisidores.

domingo, janeiro 04, 2009

Castelo de Castelo Branco ou a Arqueologia que teima em afirmar-se (II)

Mais uma pequena curiosidade...



O contexto do que se segue.
Foto de arquivo (Arquivo Tertuliano/CB/Castelo/2008)




Tiradas hoje... junto ao arco e na mesma zona das anteriormente aqui publicadas numa primeira referência (Castelo de Castelo Branco ou a Arqueologia que teima em afirmar-se).

 Mais dois documentos fotográficos para o acompanhamento da intervenção levada a cabo pela Câmara Municipal de Castelo Branco na zona do Castelo, dentro e fora das muralhas, nomeadamente na zona envolvente da Igreja de Santa Maria do Castelo de Castelo Branco.

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sábado, novembro 01, 2008

Castelo de Castelo Branco ou a Arqueologia que teima em afirmar-se







É por estas e por outras que as escavações arqueológicas terão de continuar.
As obras que esperem. Não está em causa a construção de nenhum hospital!
Os ganhos culturais, históricos, arqueológicos e turísticos serão bem maiores do que uma maior demora das obras, fruto, de resto, de um mau trabalho prévio.

A guerra da arqueologia teve vários capítulos:
"A guerra das árvores",
"Os colherins gigantes atacam de novo"...
depois dos célebres episódios das
"(Re)Descobertas das muralhas albicastrenses",
"Os panos pretos"
e "O Mistério da capela desaparecida".

Ao contrário do que certa historiografia oficial de cariz revisionista defendia,
nem tudo é do séc. XIX e afinal onde não havia nada...

BASTA!
Párem as máquinas!

Invista-se 1% do dinheiro que se deu aos bancos
(prémio pelo mau trabalho na aplicação do dinheiros dos clientes)
na continuação e alargamento da área de intervenção dos trabalhos arqueológicos a toda a zona envolvente do da Igreja de Santa Maria do Castelo de Castelo Branco.
É o nosso programa mínimo.

São os historiadores, os arqueólogos, os homens de cultura e os amantes (e não dizemos amigos) de Castelo Branco que o defendem e exigem.

Cumpre torná-lo possível ou pressionar nesse sentido:
à UNESCO, ao Governo, ao Ministério da Cultura (está aí alguém?), aos deputados eleitos por Castelo Branco, ao IGESPAR, ao Governo Civil, à Câmara Municipal de Castelo Branco, à Assembleia Municipal de Castelo Branco, à Junta de Freguesia de Castelo Branco, aos profissionais de Arqueologia e de História e suas associações, ao Museu Francisco Tavares Proença Júnior, à SAMFTP (amigos dum museu fundado por arqueólogos), aos jornalistas comprometidos com a sua cidade, aos albicastrenses...

Deixamos aqui uma proposta muito concreta e viável de promoção do turismo:
  • ao mesmo tempo que decorrem as escavações arqueológicas, deverá criar-se uma zona envolvente de protecção, vigiada, com visitas guiadas (pagas, como uma forma de financiamento dos trabalhos) sobre o que está a ser encontrado... abrindo o apetite para que voltem 15 dias, um mês depois verificar a evolução dos trabalhos, aguardando com expectativa a publicação dos trabalhos sobre as escavações e pela visita à exposição das peças no nosso Museu de Francisco Tavares Proença Júnior (museu de arqueologia, antes de tudo).
É o contrario da arqueologia dos panos pretos...

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sábado, setembro 06, 2008

Não apaguem a nossa História! (IV)

O documento que nos faltava...

Quatro anos depois dois é igual a um?
Atente-se no primeiro parágrafo... e eis que o trabalho conjunto, anos depois, vira exclusivamente duma só senhora! Esta "atitude" ética e científica numa obra paga com dinheiros públicos,
de todos os contribuintes (e logo, com os nossos impostos também),
com a apresentação da obra assinada pelo nosso Presidente da Câmara.
É este o quilate da historiografia oficial local!


A ficha técnica não deixa mentir.
Prova-se assim que andou a manipular os jornalistas,
a enganar os leitores e a prestar um mau serviço à história e à arqueologia locais.


A folha de rosto da obra cuja capa abaixo publicamos
e de onde fomos inspirar-nos para a reposição da verdade dos factos,
em resposta à contra-informação dos anónimos.


Obra curiosamente esquecida na grande bibliografia dum famoso concurso externo,
o qual, de tão excelentemente engendrado foi anulado. 

Uns "bebem" nos documentos, outros plagiam, mentem, intrigam e usam os anónimos como arma.
Cada um usa o que lhe ensinaram: nós preferimos as lições da História, os factos, os documentos, o rigor histórico.

Mais:
http://hestiaeditores.com.sapo.pt/castelobranco.htm  

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terça-feira, julho 15, 2008

Não apaguem a nossa História! (III)


Em Flagrante!
ou
O Descanso do Guerreiro!

Malandreco! Estavas aqui escondido!
Apanhámos este... tentando passar despercebido... os grandes desapareceram!

Faz parte dos já famosos "colherins" municipais...

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quinta-feira, julho 03, 2008

Não apaguem a nossa História! (II)


A omissão! (na referida notícia da Gazeta do Interior)
- http://www.gazetadointerior.pt/seccoes/index.asp?idn=7150


A verdade! (no referido artigo nos "Estudos de Castelo Branco")

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quarta-feira, julho 02, 2008

Não apaguem a nossa História!

Saiu na edição de ontem do jornal "Gazeta do Interior" mais uma notícia pretendendo branquear a história albicastrense:
http://www.gazetadointerior.pt/seccoes/index.asp?ide=316&idsec=20

Entre outras questões, as escavações no Castelo de Castelo Branco, em 2000, estiveram a cargo do Mestre Pedro Miguel Salvado e da Licenciada Sílvia Moreira. Terá sido esquecimento o apagamento de um dos arqueólogos.
Outra questão a solução encontrada para o Largo de S. João. Lá iremos...

Mas eis que há outra versão:
http://www.ensino.eu/2000/jun2000/destaque.html  

ESCAVAÇÕES NO CASTELO DE CASTELO BRANCO

Aqui há balas de canhão

A construção de um novo depósito de águia na cidade de Castelo Branco foi motivo da descoberta de objectos antigos, como cerâmica, ossos e vidros, de onde se partiu para um estudo arqueológico mais aprofundado, através do qual já forma encontradas 17 balas de canhão, em ferro, e outros objectos metálicos.
Os trabalhos arqueológicos, que já atrasaram as obras em cerca de um mês e meio, começaram no final de Maio e agora estão a ser tiradas as primeiras conclusões. O terreno foi escavado até ao substrato rochoso e procedeu-se à quadriculagem do terreno, ou seja, à divisão do terreno em quadrículas de dois metros quadrados, num total de 12 metros por quatro.
À medida que a escavação decorreu foram aparecendo outros objectos, como um anel de criança em vidro, vários objectos metálicos e várias balas de canhão, quase todas na mesma quadrícula, bem como cavilhas e pregos em ferro. Encontraram-se ainda pedras em granito, talhadas, o que indicia a antiga muralha, dado que a zona é de xisto.
Pelo entulho encontrado, Pedro Salvado, professor da Escola Superior de Artes, e Sílvia Moreira, arqueóloga, que dirigem os trabalhos, consideram que o local já tinha sido remexido aquando da colocação as manilhas do esgoto. Mas só agora se notou uma preocupação com o achado, que colocou a descoberto alguma cerâmica do século XVIII.
Daí que, para Pedro Salvado, “esta é a primeira vez em que se nota uma atitude firme por parte da autarquia na defesa dos valores histórico-patrimoniais. Houve um aumento da sensibilidade da Câmara para este facto, um facto registado num espaço onde nasceu a comunidade albicastrense”.
OCULTO. Aquele docente considera ainda que “muitos albicastrenses desconhecem que a actual silhueta castelã resultou apenas de um incrível pastiche arquitectónico concebido nos anos 40 pelos monumentos nacionais”. Por isso, afirma: “Não estou muito longe da verdade ao afirmar que o verdadeiro castelo de Castelo Branco ainda se encontra oculto”.
Para isso, será necessário que os trabalhos arqueológicos continuem. Pelo menos é o que se poderá dizer quando se afirma que “arqueologicamente falando, a ocupação humana no morro genético de Castelo Branco remontará à idade do bronze (século X A.C.), constituindo a altitude um grande valor estratégico. Infelizmente, ainda não há estruturas datadas desse período”.
Até agora, as certezas remontam apenas à presença romana. “Mas também para este período há um total desconhecimento actual quanto à existência de estruturas”. Mais fácil será seguir a história do castelo a partir da época medieval, pois existem outras fontes documentais. Mas ainda se impõe perguntar: Se documental-mente se sabe que o castelo foi uma fundação templária, onde estão essas primitivas fundações?”.
Enquanto a pergunta permanece sem resposta, vai sendo avaliado o trabalho realizado na presente escavação. Para já tudo aponta para que se trate de “uma estrutura defensiva onde se encontraram 17 balas de canhão, o que não é muito comum. Pode ser um sector da antiga estrutura acastelada datável do último grande impacto bélico que o castelo de Castelo Branco sofreu no século XVIII”.
As peças encontradas seguirão agora para o Museu, embora um dos alunos da Escola de Artes que tem auxiliado na escavação (onde a colaboração dos trabalhadores dos Serviços Municipalizados foi importante) defenda a realização de uma exposição no Hotel Colina do Castelo.
A avançar essa ideia, a exposição poderá ser mais alargada, pois, a intervenção agora realizada “é uma compensação arqueológica a uma obra de construção civil e entrou também em contacto com o complexo do cemitério do Adro da Igreja de Santa Maria, escavado na década de 80 pelo Dr. João Ribeiro. Uma pessoa a quem se deve, dentro da história do nosso castelo, o retomar do interesse e a preservação e estudo das nossas origens”. Falta agora saber se esse interesse vai ser retomado de novo.

E outra...
http://casacomumdastertulias.blogspot.com/2007_10_01_archive.html e
http://porterrasdoreiwamba.blogspot.com/2007_09_01_archive.html:
Sobre os "ESTUDOS DE CASTELO BRANCO", NOVA SÉRIE, Nº6... um dos artigos:
- Sílvia Moreira e Pedro Miguel Salvado, «Resultado das Escavações arqueológicas de emergência no Castelo de Castelo Branco (2000)»

Afinal, afinal...

No final de Outubro de 2007, a Casa Comum das Tertúlias organizou no Ambienta Café, em Castelo Branco, uma tertúlia onde apresentámos este número da revista, para tal convidámos o Director da revista e todos os autores de que tínhamos contacto, uns não tiveram oportunidade e outros não quiseram estar presentes (uma Senhora autora até disse que não tinha sido convidada... mas foi!).

E mais outra:
http://www.ipa.min-cultura.pt
(é oficial e no entanto...)
[Ficha do IPA]
Trabalhos
Designação do Sítio: Castelo Branco - Castelo
CNS: 263
Tipo de Trabalho: Salvamento
Ano do Trabalho: 2000
Projecto: Intervenção de emergência no Castelo de Castelo Branco
Estado: Relatório Aprovado
Objectivos: Proceder a uma acção de emergência no local, tentando compreender a situação real de destruição dos estratos arqueológicos; Efectuar o alinhamento da área revolvida e respectivo desenho; Observar e recolher todos os materiais incluídos nos estratos já revolvidos.
Data de Início: 25/05/2000
Data de Fim: 30/08/2000
Resultados: O objectivo principal era investigar a área de construção do depósito, tentando saber mais alguma informação sobre a função daquele local em particular, em relação ao todo do monumento. Numa primeira análise podemos referir que os dados recolhidos, embora circunscritos a uma área de relativa dimensão, apresentam uma importância informativa relevante, uma vez que o expólio exumado e a estrutura pétrea encontrada, pela sua intíma ligação com a cerca da alcáçova militar quinhentista, poderá fomentar uma parte da investigação para futuro. Foi entretanto alertada a Câmara Municipal de Castelo Branco para a necessidade no que concerne a construção do depósito, o mesmo deverá recuar cerca de 3 metros, preservando-se assim a estrutura descoberta e para evitar a destruição de vestígios. A sondagem aberta foi tapada com terra.
Arqueólogos: Sílvia da Conceição Robalo Moreira

Conclusão:
1) Omitir é feio, ainda para mais quando a pessoa em questão é funcionária pública paga pelos nossos impostos;
2) A blogosfera obrigou a autarquia (o Poder) a responder nos jornais... e há sempre alguém disposto a fazer o frete... esta semana como na anterior (o mesmo "filme" com a ponte romana de segura, com a biblioteca municipal de Castelo Branco...);
3) Os vestígios arqueológicos... quando não se consegue tapá-los com panos pretos, nem destruí-los com os celébres "colherins" da arqueologia albicastrense... são SEMPRE do Século XIX, sempre muito comuns, sem nenhuma importância... e há sempre quem certifique com a sua assinatura a destruição que se segue... o comodismo, os recibos verdes, os tachos, as ameaças, a fome, é humano, nós compreendemos!

Abaixo os "intelectuais ranhosos", os "iluminados" e outros como nós...
Abaixo, abaixo, morram, morram...
Os analfabetos ao poder... perdão! Voltemos atentar, lá vai... Mais analfabetos para o poder! 

Desculpem qualquer "coisinha" se não podemos permitir que apaguem a nossa história:

BASTA!

P.S.
Então, Senhor Presidente? Quem é que nos "vendeu" que os vestígios arqueológicos do Largo de S. João eram arqueologia? Afinal, agora é pela boca de V. Ex.ª que se fala em vestígios arqueológicos... terá sido afectado pelo relinchar geológico????

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