Este é um dos "blogs" da Casa Comum das Tertúlias. Estão todos convidados a enviar textos ou notícias de actividades para o "blog". O nosso "blog" não pretende ser usado para difamar ninguém, nem para fomentar o boato. Para isso, há muitos outros que podem servir esses intentos. Em tempos de Censura, aqui estamos para exterminá-la e dar combate aos novos inquisidores.

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Colecção "Rosa Sinistra", nova iniciativa editorial da CCT


Decorre a 3 de Fevereiro de 2012 (sexta-feira), pelas 21h 30m, no Bar Património, em Castelo Branco, a tertúlia de apresentação do livro "Manifestos contra o medo: antologia de uma intervenção cívica", da autoria de Luís Norberto Lourenço, com prefácio do Dr. Luís Raposo, apresentado por este, pelo Dr. António Regedor e pelo Dr. Pedro Miguel Salvado.

Este livro inicia novo projecto editorial da Casa Comum das Tertúlias, a colecção "Rosa Sinistra", pretendendo publicar livros que promovam os valores da Democracia, da República e do Laicismo.

O convite foi elaborado pelo Dr. Tiago Navarro Marques.

A organização do evento cultural estará a cargo da Casa Comum das Tertúlias.

Apoiam a iniciativa:
Hotel Rainha D. Amélia (Castelo Branco)
Restaurante A Muralha (Castelo Branco)

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quinta-feira, novembro 03, 2011

Congresso "500 Anos - Os saberes intemporais de Amato Lusitano"

Pelo V Centenário de Amato Lusitano (1511-2011)...

Congresso "500 Anos - Os saberes intemporais de Amato Lusitano",
10, 11 e 12 de Novembro de 2011, em Castelo Branco.

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sábado, outubro 15, 2011

No ano do V Centenário de Amato Lusitano...

No ano em que a cidade de Castelo Branco celebra o V Centenário do Nascimento de Amato Lusitano, a Casa Comum das Tertúlias chama a atenção para a placa toponímica com o nome de Amato, a precisar de tinta...


Basta um pincel e um pouco de tinta preta...

Nota:
Fotografia tirada por Luís Norberto Lourenço, 15/10/2011.

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sábado, julho 09, 2011

Património em risco em Castelo Branco

Ao cuidado de todos os que a temática lhes importe:


Fotografia de Luís Norberto Lourenço, tirada esta tarde, 9 de Julho de 2011, em Castelo Branco.


No Jardim do Paço Episcopal de Castelo Branco, no edifício que acolheu o Museu Académico e onde decorre uma obra para o futuro "Centro de Interpretação do Jardim do Paço" e uma "Casa de Chá", a cargo da Câmara Municipal de Castelo Branco, veja o estado do edificado...

Vai-se a tempo de reparar o estrago?

Mais aqui.

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segunda-feira, abril 25, 2011

Sessão solene do 25 de Abril na AMCB: fotos

Joaquim Morão, o Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, no momento do último discurso da sessão. Em frente, na Mesa da Assembleia Municipal, ao centro, o Presidente da AMCB, Valter Lemos.

Outro dos discursos...

Visão abrangente do salão nobre da CMCB, na altura da AM.

Esta manhã na Assembleia Municipal de Castelo Branco, na sessão solene comemorativa do 37.º aniversário do 25 de Abril, da Revolução dos Cravos... algumas fotografias.


Fotos de Luís Norberto Lourenço.

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domingo, março 06, 2011

Crime ambiental e ecológico em Castelo Branco?




Fotografias de Luís Norberto Lourenço, tiradas na tarde de 07/03/2011.


Fotografia de António Veríssimo,

publicada a 04/03/2011 no blogue Castelo Branco - O ALBICASTRENSE.


Fotografia de Francisco Costa,

publicada no dia 28/02/2011, no blogue Castelo Branco - Cidade.


Alertados por um amigo foi no blogue de Francisco Costa que vimos a primeira referência ao corte das árvores.

Actuámos de imediato via Facebook... quase sem reacções! Podem cortar o resto... e plantar algumas árvores noutros locais para dizer "nunca niguém plantou tantas árvores como nós"...

A blogosfera actua, faz serviço cívico, serviço público... os jornalistas, os eleitos locais (saibam quem eles são: CMCB, AMCB, JFCB e aqui JFCB), as autoridades na área ambiental, as associações de cariz ambiental, o cidadão em geral... calam-se...

Aos eleitos custa a entender um facto muito simples: o seu voto, a sua atitude, o seu silêncio... não os compromete só a eles, eles representam todos e cada um largas centenas, milhares, milhões de eleitores votantes, não se representam a si próprios, apenas, como nossos representantes não estão mandatados fazer asneira, não estão mandatados para cometer ilegalidades, nem para assobiar para o lado, fazendo orelhas moucas aos problemas das populações que se comprometeram a representar.

Estará na hora de alguns eleitos colocarem o seu lugar à disposição, se o seu silêncio imperar... vejam os nomes, vejam o CV, façam algum trabalho simples de investigação...

Até quando os albicastrenses continuarão a ficar calados perante a guerra às árvores em Castelo Branco?

Em tempos mais recentes: Parque da Cidade, Zona do Castelo, o agora o recinto da Nossa Senhora de Mércules...


Mais:

http://castelobrancocidade.blogspot.com/2011/03/corte-da-arvores-na-sra-de-mercules.html

http://voodofalcao.blogspot.com/2011/02/na-sra-de-mercules.html

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quarta-feira, dezembro 29, 2010

Centenário da República em destaque em "O Perdigoto"



"O Perdigoto - Jornal do Agrupamento de Escolas Cidade de Castelo Branco" destaca o Centenário da República, o n.º 40, de Dezembro de 2010, tal como os números anteriores, está em linha, em pdf.

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quinta-feira, outubro 14, 2010

Casa Comum das Tertúlias celebra República com edição de livro

TERTÚLIA

Apresentação do Livro

"Auto de arrolamento dos bens existentes na egreja matriz da freguesia de Penamacor, concelho do mesmo, distrito de Castello Branco, realisado no dia 6 de Julho de 1911"

apresentação, transcrição e notas 
por Luís Norberto Lourenço

Edição: Casa Comum das Tertúlias
Colecção: "Papéis de sexta", 2

Apresentação do livro por: 
Dr. Pedro Miguel Salvado
Dr. Manuel Lopes Marcelo

na Casa do Arco do Bispo
em Castelo Branco (PORTUGAL)

a 16 de Outubro de 2010 (sábado)

pelas 21h 30m

Organização: Casa Comum das Tertúlias
Iniciativa comemorativa do Centenário da República
e do 9.º aniversário da Casa Comum das Tertúlias

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sexta-feira, outubro 01, 2010

Centenário da República (I): comemorações em Castelo Branco (II)



Convite

O Agrupamento de Escolas Cidade de Castelo Branco organiza uma Palestra intitulada "A República e a Educação Republicana em Castelo Branco e a sua região: alguns factos, personagens e acontecimentos", com a Dra. Maria Adelaide Neto Salvado, a 6 de Outubro de 2010, 4.ª-feira, pelas 16h 30m, na sala de audiovisuais. No final da palestra será servida uma merenda com "Paladares de ontem e de hoje".
 
Obras da Dra. Adelaide Salvado que abordam largamente o papel República: A Confraria de Nossa Senhora do Rosário de Castelo Branco - Espelho de quereres e sentires (A Mar Arte, 1998), O Colégio de S. Fiel: centro difusor da Ciência no interior da Beira (2001).

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terça-feira, setembro 28, 2010

Centenário da República (I): comemorações em Castelo Branco

Divulgaremos em especial  neste blogue "República, Democracia e Laicismo", da Casa Comum das Tertúlias, as inicitaivas relativas às comemorações do Centenário da República.

Começamos pelo Concelho de Castelo Branco...

Aviso à navegação: todos os cidadãos e entidades que promovam qualquer iniciativa com o intuito de comemorar os 100 anos do regime republicano em Portugal, tem aqui um espaço para a sua divulgação.

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segunda-feira, setembro 27, 2010

Confraria de Nossa Senhora do Incenso de Penamacor, fotografia datada de 1906-1907


Confraria de Nossa Senhora do Incenso de Penamacor,
fotografia datada de 1906-1907.
A fotografia por mim digitalizada integra o Arquivo Particular de Luís Norberto Lourenço.
Esta imagem  só poderá ser reproduzida num qualquer suporte com a nossa autorização escrita.
Desde já se informa que dois órgãos de informação,  por nós escolhidos, um em Portugal e outro lá fora, se irão encarregar da sua divulgação.
De referir ainda que será entregue uma cópia a cores digitalizada da mesma imagem para três instituições públicas portuguesas, permanecendo o original na nossa posse.
A memória ficará assim preservada, para começar aqui no blogue, depois pela difusão na imprensa e por fim à guarda nas referidas instiuições.
Tanto quanto sabemos, esta confraria foi uma das três existentes no Concelho de Penamacor.
 
Fazer pedidos para publicação para:
luis.norberto.lourenco@gmail.com

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quinta-feira, setembro 09, 2010

Centro Republicano de Idanha-a-Nova




Imagem parcial do "Livro de Actas da Assembleia Geral do Centro Republicano de Idanha-a-Nova".

Documentos republicanos...

Sobre o Centro Republicano de Idanha-a-Nova. 

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sexta-feira, setembro 04, 2009

Memória tertuliana

(Fotografias do Arquivo Tertuliano)

Realizámos a 27 de Junho de 2003, pelas 21h 30m, a 81.ª iniciativa da Casa Comum das Tertúlias, uma tertúlia sobre O TRÁFICO DE SERES HUMANOS, com: Rui Barreiros (juiz) e Dina Pinto (socióloga), no auditório da Escola Superior Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Estas fotos, da nossa autoria e inéditas até hoje, documentam a tertúlia.

A lembrança desta iniciativa, relaciona-se com o facto de ontem termos visto o filme "Tráfico" (Trade), sobre o mesmo tema, o tráfico de seres humanos, filme de 2007, sob realização de Marco Kreuzpaintner. Infelizmente o tema continua actul. O texto que se segue foi elaborado com base na sinopse em inglês do filme: Adriana (Paulina Gaitan) é uma rapariga de 13 anos da Cidade do México raptada por traficantes sexuais e todo o enredo relaciona-se com uma missão desesperada do irmão de 17 anos, Jorge (Cesar Ramos), para salvá-la. Apanhada e aterrorizada por uma rede internacional de ladrões que ganha milhões explorando a sua mercadoria humana, a única amiga e protectora de Adriana durante esta provação é Veronica (Alicja Bachleda), uma jovem Polaca em busca do sonho americano, querendo dar uma melhor via ao seu filho, é enganada e vê-se envolvida no tráfico pelo mesmo gang criminoso. Jorge enfrenta os oficiais de imigração e obstáculos incríveis para apanhar o rasto dos raptores da rapariga, ele conhece Ray (Kevin Kline), um polícia do Texas quem perdeu a própria familia levada pela traficantes de sexo tornou-se num aliado do rapaz na sua busca. Lutando com coragem e fé a toda a prova, as características do negócio do tráfico leva-os pelo inexprimível terreno dos "tunnels" do tráfico de sexo entre o México e os Estados Unidos. Desde os bairros da Cidade do México e da fronteira traiçoeira do Rio Grande, até um leilão de sexo escravo secreto na internet e ao confronto final numa "stash house" nos subúrbios de New Jersey, Ray e Jorge forjam uma identidade para conseguir participar no leilão numa perseguição deseperada aos raptores de Adriana antes de ela ser vendida e desaparecer para sempre neste submundo global brutal, um lugar de onde poucas vítimas voltam. O filme representa a estreia americana de um principais jovens realizadores alemães, Marco Kreuzpaintner, "Trade" foi produzido por Roland Emmerich e Rosilyn Heller a partir do guião do nomeado para um Óscar Jose Rivera, (The Motorcycle Diaries) foi  inspirado num artigo publicado no "New York Times Magazine ", intitulado "The Girls Next Door" escrita por Peter Landesman.

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segunda-feira, junho 29, 2009

Contra a frente de obras em Castelo Branco que tudo leva à frente




Fotografias tiradas por nós a 14 de Junho de 2009.
Alertámos para estas fotos, na esperança que não continuasse a vingar a tese do NADA!




Fotografias tiradas por nós a 29 Junho de 2009.
NADA se poderia encontrar para não por em causa a dita tese, sendo assim, 15 dias depois as fotos aí estão para documentar o resultado de mais luta entre a "cidadania/ciência" e o "progresso anti-científico".
Se NADA se encontra, NADA se estuda!
O que é "urgente é a OBRA"! Menos poético do que "é urgente o amor".
A poesia não é para aqui chamada... ou talvez seja! A poesia, a música os "postos de leitura", as inaugurações daquilo que tem dois anos de funcionamentos (como a novo edifício da Biblioteca Municipal), em suma, a Cultura!
Está na hora de acabar do lema "para a cultura só a custo zero"!
Uma obra parada tem custos e se nada de interesse arqueológico se encontra tanto melhor...
 
Fotos da Praça Camões (ex-Praça Velha), em frente ao Arquivo Distrital de Castelo Branco.

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domingo, abril 12, 2009

Miradouro de São Gens, em Castelo Branco, em obras

Depois (2009):

Miradouro a 12 de Abril de 2009













Antes (2007):

Fonte (esta foto):
http://eufuieusoueuserei.blogspot.com/2007/09/miradouro-de-s-gens.html

O antes e o depois das obras da Grande Epopeia conhecida por "Albicastríadas"...

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quinta-feira, abril 09, 2009

A muralha albicastrense (I)

O antes e o depois das obras da Grande Epopeia conhecida por "Albicastríadas":








A 9 de Abril de 2009.




A 31 de Julho de 2008.

A muralha de Castelo Branco está a sofrer intervenções, este é o resultado da muralha junto à Rua de Santa Maria.
O trabalho fotográfico de hoje foi produtivo. Dentro de poucos dias iremos divulgar mais algumas fotografias.

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terça-feira, abril 07, 2009

A Conservação e o Restauro e a muralha de Castelo Branco



Ana Maria Macarrón Miguel dirá alguma coisa à arqueóloga municipal? À empresa autora de tão sábia intervenção? As nossas fontes acreditam que não e o nosso Professor de Conservação e Restauro, o Professor Doutor Sérgio Lira, Doutorado em Museologia, certamente não concordará. Os excelentíssimos anónimos, os amigos e as amigas jornalistas perguntem a quem sabe.

Outro título da mesma editora e que terá alguma utilidade:
HISTORIA Y TEORIA DE LA CONSERVACION Y LA RESTAURACION ARTISTICA
de MARTINEZ JUSTICIA, MARIA JOSE e SANCHEZ-MESA MARTINEZ, DOMINGO e SANCHEZ MARTINEZ, LEONARDO, Editorial Tecnos.

Boas leituras.

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domingo, março 22, 2009

Largo de S.João em Castelo Branco e os "restos" arqueológicos

O que restou...







No parque de estacionamento do Largo de S. João, em Castelo Branco, inaugurado no passado dia 20 de Março de 2009, dia da Cidade de Castelo Branco.
Quanto ao que se pode ver nas imagens, do que se prometeu ainda falta qualquer "coisita"... Não? Esqueceram-se?


http://porterrasdoreiwamba.blogspot.com/2008_04_01_archive.html:

A cidade escondida

A identificação de uma estrutura no subsolo do Largo de S. João, elemento do tecido urbano histórico de Castelo Branco, não pode constituir uma surpresa para ninguém. A materialidade contemporânea da nossa cidade inscreve-se num enraizamento temporalmente profundo, resultado de continuadas e sucessivas transformações, alargamentos e alterações do seu primevo modelado, das suas topografias domésticas, do seu locus genético, das suas expansivas ou regressivas fronteiras. A cidade, memória longa, é feita de muitas imagens e matérias conjugando-se e afirmando-se numa pluralidade estratigráfica variável. Conjunto em equilíbrio e em negociação constante, os múltiplos lugares de memória de uma cidade ocultam-se, envelhecem, esquecem-se.

. O Largo de S. João foi, durante séculos, um dos espaços situados fora das muralhas medievais de sociabilidade mais intensa e sentida. Aí convergia o caminho que conduzia a uma das entradas da então vila para quem vinha do norte e se situava um conjunto de equipamentos determinantes para o fruir do quotidiano económico, social e vivencial da comunidade. O Largo de S. João foi um palco privilegiado de conjugação das componentes do sagrado e do profano que ritmavam o calendário dos gestos das gentes. Sítio de angústias e de esperanças, de crenças e de folias, de ódios e de iconoclastias temporais e espirituais, de ligação entre os domínios públicos e os privados, em S. João localizavam-se, por exemplo, e entre outros, o açougue da Câmara até ao século XIX ou as primeiras sedes do Centro Artístico Albicastrense e do Grémio dos Artistas.

A memória religiosa histórica do largo é ainda hoje afirmada pela presença de um magnífico cruzeiro gótico, monumento nacional desde 1910. A sua qualidade artística continua a causar «estranheza» para alguns, como se a interioridade geográfica fosse, então, traduzida por atraso estilístico. «Estranhezas» de outra natureza haveriam, em 1912, de destruir a humilde capela mandada edificar, em 1715, por iniciativa de D. João de Mendonça, sobrepondo-se a outra que aí existia desde o século de quinhentos. Mas datava já de 1835 a intenção, por parte do poder municipal, de desmantelar o pequeno templo. A dessacralização do largo cumpriu-se, o templo desapareceu e o cruzeiro patrimonializou-se. A fotografia ajudou a construir a memória e a nostalgia. As festas populares perderam o patrono santo, e passaram a ser intituladas “Festas da cidade”. O projecto de 1835 queria estabelecer no local um necessário mercado diário, e em 1912 a ideia foi fazer no largo um jardim, um novo espaço de fruição cívica na cidade. Já na década de oitenta do século XX o largo foi adaptado a parque de estacionamento salvaguardando-se, nestas alterações, os curtos domínios da área do monumento.

Ao abrigo de um projecto de que visa melhorar a qualidade de vida dos habitantes do bairro, o subsolo do Largo foi revolvido e esventrado, para aí ser construído um parque de estacionamento subterrâneo. O Largo de S. João é um «lugar de memória», para utilizarmos uma classificação cara a Pierre Nora, dos mais significativos da cidade. Ora, qualquer lugar de memória assume sempre uma dimensão material e identificável, uma dimensão funcional e uma saliente dimensão simbólica ao reunir passado-presente e futuro. È o caso do Largo de S. João avivado com a “descoberta” desta estrutura associada à circulação hídrica domesticada. Com efeito, nesta área da cidade identificam-se algumas das componentes arquitectónicas mais antigas e originais do que foi a História da utilização e da gestão dos aquíferos locais. Com a construção de poços, de aquedutos, de minas e de sistemas de circulação e de distribuição minimizavam-se as agudas realidades provocadas pelos regimes pluviométrico desta região do interior peninsular caracterizado, quantas vezes, por anos de grande seca. A escassez de água constituiu um problema estrutural da cidade, determinante da sua evolução e crescimento em vários períodos da sua História.

Em S. João há constância documental da existência de vários poços, como um que era propriedade da Mitra, datado de 1772. Perto, situava-se o Poço do Concelho, utilizado até bem entrado o século XX. Os potentes dentes da retro escavadora deverão ter destruído parte da abóbada de uma mina construída em alvenaria e em falsa cúpula, possivelmente datada da segunda metade do século XVIII, deste complexo sistema que percorre o subsolo da cidade. Talvez seja a esta mina que uma escritura datada de 3 de Julho de 1820, publicada pela investigadora Adelaide Salvado, faz referência. Na ocasião, o último Bispo de Castelo Branco avisa uns cidadãos que queriam construir uma casa no Largo de S. João “arrimada” ao muro da quinta do Paço Episcopal que: «E porque a mina que conduz agoa do Poço ao Arco (...) terá este e seus herdeiros obrigados a construir a franquia de qualquer reparo ou concerto ou exame que pelo tempo adiante se faça necessário na dita mina ou aqueducto(...)».

A estrutura de interessa arqueológico, a dois metros de profundidade, agora colocada à vista coloca-nos um alargado conjunto de interrogações. Como é que foi possível a destruição de parte da mesma pelas potentes máquinas ao serviço da empreitada municipal? Ao que sabemos, a aérea tinha sido objecto de pouco profundas escavações arqueológicas, não se tendo encontrada nada de significativo. Da capela setecentista, nem um simples caco ou pedra. Estaremos perante uma curiosa e radical realidade histórica: o apagamento total de todas as matérias que formavam o primitivo monumento cristão? E já agora, quem é que atribui o grau de significância ou de insignificância às realidades arqueológicas entretanto detectadas? É que, neste caso, havia documentação de todo o tipo que poderia ter possibilitado uma outra abordagem ao plano de investigação arqueológica do sítio. Relembremos, apenas, a medição dos bens do concelho de 1818, transcrita no magnífico álbum auto-intitulado de histórico “O Programa Polis em Castelo Branco”, editado em 2003. Aliás, o projecto da transformação do subsolo em parque de estacionamento subterrâneo vem aí anunciado e desenhado.

Tal como a máquina não é o seu instrumento, a arqueologia urbana não descobre coisas. Ela sim, prevê, questiona, conjuga saberes e tempos, evita situações gravosas para o património cultural colectivo, defende e ilumina identidades. Foi gratificante constatar que o ‘achado’ provocou o interesse dos albicastrenses sobre quais serão ainda os ‘segredos’ que o subsolo da cidade ainda guardará. E esta desocultação do património arquitectónico tradicional que esperemos que seja devidamente estudado e musealizado, também fez ressurgir as nossas íntimas e sentidas recordações de infância. Regressaram à memória os tempos dos dias claros de ares lavados que cheiravam a laranjeiras e a alecrim, as brincadeiras nas ruas e nos largos, as histórias de misteriosos subterrâneos, contadas pelas nossas avós que nos faziam vibrar e nos envolviam no sonho e na aventura. Esta terá sido talvez a grande descoberta-lição do Largo de S. João: a recordação do nosso imaginário colectivo.

Escreve Francisco José Viegas: «Não há nada mais frágil para a vida de uma cidade, de qualquer cidade que o confronto com o seu passado. Quando uma cidade sobrevive porque é necessário conservá-la, custe o que custar, é porque se perdeu parte importante da sua memória (…).» Em 1912, a destruição da capela foi considerada como «um melhoramento que beneficiará a cidade, aformoseando-se um dos seus melhores largos».

Apesar de pouco formoso, a “mina-aqueduto” pode conviver com o necessário parque de estacionamento? Pode sim. Afinal quantos é que existem visíveis na progressiva cidade contemporânea?

Pedro Miguel Salvado


Parte do contributo da blogosfera:
http://www.gazetadointerior.pt/seccoes/index.asp?idn=6879
José Afonso, arquitecto e responsável pela delegação em Castelo Branco da Direcção Regional do Centro do Ministério da Cultura, já propôs à Câmara que o achado possa ser museolizado. "É o exemplo de uma estrutura hidráulica subterrânea antiga da cidade e facilmente se integra na obra que está a ser construído (parque de estacionamento subterrâneo) sem causar grandes problemas".
http://niveldebolha.blogspot.com/2008/06/destruio-de-patrimnio-em-castelo-branco.html#links
http://casacomumdastertulias.blogspot.com/2008/03/largo-de-sjoo-ontem-e-hoje.html
http://casacomumdastertulias.blogspot.com/2008/06/largo-de-s-joo-o-fim-quase.html
http://castelobrancocidade.blogspot.com/2008/04/tnel-no-largo-de-s-joo.html
http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=123&id=6032&idSeccao=1153&Action=noticia
http://www.oa-castelobranco.org/conteudos/files/Reconquista%20-%2015-01-09%20-%20Largo%20de%20S.%20Jo__o.pdf
http://porterrasdoreiwamba.blogspot.com/2008/04/castelo-branco-largo-de-s-joo-grandes.html
http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=132&id=7251&idSeccao=1255&Action=noticia
"A galeria de transporte de água descoberta no Largo de S. João, não apresenta grande singularidade. A opinião é partilhada pelo do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), que concordou com o avanço das obras do parque e com as medidas propostas pela autarquia para salvaguardar a memória daquelas condutas de água do século XIX. (...) As medidas a adoptar pretendem preservar a memória daquele espaço. “Foi e está a ser feito todo o acompanhamento arqueológico dos trabalhos da galeria subterrânea. No parque de estacionamento vão ficar visíveis dois cortes da galeria, um na secção sul e outro a norte do parque. Além disso, iremos colocar na nova praça pedonal um painel interpretativo com fotografias, desenhos e informação histórica sobre o funcionamento da galeria”, assegura Joaquim Morão, presidente da autarquia, que sublinha a realização de um filme de toda a galeria (já efectuado), o qual irá ser depois projectado no centro de interpretação ambiental da cidade"

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domingo, fevereiro 01, 2009

Os sonhos em tertúlia em Castelo Branco



 Tertúlia sobre “Os Sonhos”

Moderação de Dr. Luís Norberto Lourenço
(Director de "Tertuliando - Fanzine da Casa Comum das Tertúlias")

Oradores convidados:
Dr. António Carlos Almeida (Historiador/Investigador)
(falará sobre os sonhos no Antigo Egipto)

Dr. João Balrôa (Psicólogo Clínico)
(abordará os sonhos numa perspectiva psicológica)

7 de Fevereiro de 2009
16h


Hotel Rainha D. Amélia
Castelo Branco


Organização:
Casa Comum das Tertúlias
E-mail: luis.lourenco@portugalmail.pt 
http://casacomumdastertulias.blogspot.com 
http://fanzinetertuliando.blogspot.com
http://republicalaica.blogspot.com 
http://casacomumdastertulias5out2001.planetaclix.pt


Apoios:
Hotel Rainha D. Amélia (Castelo Branco)
http://www.hotelrainhadamelia.pt
Restaurante Zé dos Cachopos (Castelo Branco)
http://zedoscachopos.blogspot.com 

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quinta-feira, janeiro 08, 2009

Castelo de Castelo Branco ou a Arqueologia que teima em afirmar-se (III)







Fotografias da zona do Castelo em Castelo Branco
(Arquivo Tertuliano, 04/01/2008)

Mais algumas das curiosidades prometidas...
sobre as obras na zona do Castelo em Castelo Branco.

Dedicado aos NADA(istas).

Perguntas:
Onde estão os materiais arqueológicos, de que fala o
Arquitecto José Afonso em entrevista à Reconquista desta semana?
À guarda do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco. Certo?

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