Sábado, Agosto 09, 2008
Terça-feira, Julho 15, 2008
Não apaguem a nossa História! (III)
ou
O Descanso do Guerreiro!
Malandreco! Estavas aqui escondido!
Apanhámos este... tentando passar despercebido... os grandes desapareceram!
Faz parte dos já famosos "colherins" municipais...
Etiquetas: Arqueologia, Castelo Branco, Colherim, escavações arqueológicas, património
Segunda-feira, Julho 14, 2008
Museus é qe está a dar! (III)
A propósito da falta de verbas:
http://pela-positiva.blogspot.com/2005/06/museu-de-aveiro-sem-verbas.html
Etiquetas: Ana Margarida Ferreira, Castelo Branco, MFTPJ, Museus
Sexta-feira, Julho 11, 2008
Museus é que está a dar! (II)
(João Carrega, "Reconquista", 10/07/2008)
As novas propostas museológicas para o distrito de Castelo Branco raiam o ridículo, não necessariamente, devido a cada uma das propostas em concreto, mas tendo em conta o estado em que estão os nossos museus, pelo recursos humanos e financeiros que lhes cabe em sorte nos orçamentos das respectivas tutelas.
A questão que aqui quero colocar, é pois, para quê mais museus, se temos museus a funcionar com um, dois ou três funcionários e cujo orçamento mal chega para pagar a água, a luz, o telefone e os salários, abrindo alguns só quando há visitas marcadas?
No ano de 2007 (e já em 2008) surgiram ou voltaram a ser referidas várias propostas museológicas para a nossa região:
Belmonte
- Museu à Descoberta do Mundo (CMB)
- Museu da Seda (APPACDM) [proposta]
- Museu do Brinquedo (CMCB) [proposta]
- Museu da Latoaria (JFCB) [proposta]
- e o Museu Académico, o Museu Académico, o Museu Académico!?
- e este último...
- Museu da Cor (CMC)
- Museu das Minas da Panasqueira [proposta]
- Museu da Marafona (Monsanto) [proposta]
- Museu da Resina [proposta]
- Museu / Escola de Artes “Túlio Victorino”
- Centro de Interpretação de Arte Rupestre do Vale do Tejo
Mais:
http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=135&id=7522&idSeccao=1287&Action=noticia
Etiquetas: Beira Baixa, Castelo Branco, Museu
Museus é que está a dar! (I)
Antes de mais a reportagem e em especial a citação que merece o nosso vivo repúdio:
"Todo o espólio encontrado vai agora ser inventariado e guardado no Museu do Canteiro, em Alcains. Mas dada a quantidade de material descoberto há quem defenda a criação de um pólo museológico do castelo."
(João Carrega, "Reconquista", 10/07/2008)
Mais um...
Antes damos voz ao António Veríssimo, com cujas palavras concordamos:
"Como albicastrense e antigo trabalhador do Museu Francisco Tavares Proença Júnior, ao ler esta parte do artigo, fiquei com os poucos cabelos que ainda tenho na cabeça em tumulto. Porque raio se levanta a hipótese do espólio encontrado no castelo da nossa cidade, ir parar ao Museu do Canteiro de Alcains e não ao Museu Albicastrense!?Quero acreditar que tudo não passa de um mal entendido… pois como antigo trabalhador do museu, fui testemunha de várias colaborações, entre os actuais responsáveis da nossa autarquia e o museu albicastrense.O destino deste espólio, terá que passar sempre por Castelo Branco, a saída deste espólio da nossa cidade seria considerada pelos albicastrenses como “um insulto e uma traição, à nossa cidade e aos albicastrenses assim como às suas instituições”.Meus senhores, decorrem até 2010 as comemorações relativas ao centenário do Museu Francisco Tavares Proença Júnior, 100 anos de um percurso muito difícil e cheio de espinhos.
Cem anos: Em que a arqueológica começou por ser a sua espinha dorsal, porém com o passar dos tempos tornou-se exigente e especializou-se em etnografia e pintura, na década de 70 adquiriu notoriedade na área do bordado de Castelo Branco. Cem anos: Em que andou tipo cavaleiro andante, com a tralha às costas por vários lugares. Germinou e foi baptizado na Capela do Convento de Santo António, transferiu-se para o edifício da Antiga Escola Normal Primaria, onde ganhou formação escolar, transferiu-se de novo para o convento de Santo António onde prossegue a sua formação religiosa, transfere-se para o edifício do actual Conservatório Regional onde adquire formação musical, transferiu-se para o edifício do Governo Civil, onde ganha formação politica, por fim pega na trouxa e assenta definitivamente residência no antigo Paço Episcopal, onde aprende a arte do bordado de Castelo Branco.
A ida deste espólio, (seja ele qual for) para fora da nossa cidade, seria mais uma machadada no fundador do museu albicastrense, que na sua cova perguntará: “que mal fiz eu a esta gente para ser tratado desta maneira”."
(António Veríssimo, blog "Castelo Branco - O ALBICASTRENSE", http://castelobrancocidade.blogspot.com/, 10/07/2008)
A quem quer tornar o MFTPJ descartável, dizemos: NÃO!
A bem de Castelo Branco,
Mais:
http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=135&id=7522&idSeccao=1287&Action=noticia
Ainda sobre o tema:
http://porterrasdoreiwamba.blogspot.com/2008_07_01_archive.html
Etiquetas: Arqueologia, Castelo, Castelo Branco, MFTPJ, Museu, Museu do Canteiro, SAMFTPJ
Sábado, Julho 05, 2008
Quinta-feira, Julho 03, 2008
Não apaguem a nossa História! (II)
Quarta-feira, Julho 02, 2008
Não apaguem a nossa História!
Saiu na edição de ontem do jornal "Gazeta do Interior" mais uma notícia pretendendo branquear a história albicastrense:
Outra questão a solução encontrada para o Largo de S. João. Lá iremos...
Mas eis que há outra versão:
http://www.ensino.eu/2000/jun2000/destaque.html
A construção de um novo depósito de águia na cidade de Castelo Branco foi motivo da descoberta de objectos antigos, como cerâmica, ossos e vidros, de onde se partiu para um estudo arqueológico mais aprofundado, através do qual já forma encontradas 17 balas de canhão, em ferro, e outros objectos metálicos.
Os trabalhos arqueológicos, que já atrasaram as obras em cerca de um mês e meio, começaram no final de Maio e agora estão a ser tiradas as primeiras conclusões. O terreno foi escavado até ao substrato rochoso e procedeu-se à quadriculagem do terreno, ou seja, à divisão do terreno em quadrículas de dois metros quadrados, num total de 12 metros por quatro.
À medida que a escavação decorreu foram aparecendo outros objectos, como um anel de criança em vidro, vários objectos metálicos e várias balas de canhão, quase todas na mesma quadrícula, bem como cavilhas e pregos em ferro. Encontraram-se ainda pedras em granito, talhadas, o que indicia a antiga muralha, dado que a zona é de xisto.
Pelo entulho encontrado, Pedro Salvado, professor da Escola Superior de Artes, e Sílvia Moreira, arqueóloga, que dirigem os trabalhos, consideram que o local já tinha sido remexido aquando da colocação as manilhas do esgoto. Mas só agora se notou uma preocupação com o achado, que colocou a descoberto alguma cerâmica do século XVIII.
Daí que, para Pedro Salvado, “esta é a primeira vez em que se nota uma atitude firme por parte da autarquia na defesa dos valores histórico-patrimoniais. Houve um aumento da sensibilidade da Câmara para este facto, um facto registado num espaço onde nasceu a comunidade albicastrense”.
OCULTO. Aquele docente considera ainda que “muitos albicastrenses desconhecem que a actual silhueta castelã resultou apenas de um incrível pastiche arquitectónico concebido nos anos 40 pelos monumentos nacionais”. Por isso, afirma: “Não estou muito longe da verdade ao afirmar que o verdadeiro castelo de Castelo Branco ainda se encontra oculto”.
Para isso, será necessário que os trabalhos arqueológicos continuem. Pelo menos é o que se poderá dizer quando se afirma que “arqueologicamente falando, a ocupação humana no morro genético de Castelo Branco remontará à idade do bronze (século X A.C.), constituindo a altitude um grande valor estratégico. Infelizmente, ainda não há estruturas datadas desse período”.
Até agora, as certezas remontam apenas à presença romana. “Mas também para este período há um total desconhecimento actual quanto à existência de estruturas”. Mais fácil será seguir a história do castelo a partir da época medieval, pois existem outras fontes documentais. Mas ainda se impõe perguntar: Se documental-mente se sabe que o castelo foi uma fundação templária, onde estão essas primitivas fundações?”.
Enquanto a pergunta permanece sem resposta, vai sendo avaliado o trabalho realizado na presente escavação. Para já tudo aponta para que se trate de “uma estrutura defensiva onde se encontraram 17 balas de canhão, o que não é muito comum. Pode ser um sector da antiga estrutura acastelada datável do último grande impacto bélico que o castelo de Castelo Branco sofreu no século XVIII”.
As peças encontradas seguirão agora para o Museu, embora um dos alunos da Escola de Artes que tem auxiliado na escavação (onde a colaboração dos trabalhadores dos Serviços Municipalizados foi importante) defenda a realização de uma exposição no Hotel Colina do Castelo.
A avançar essa ideia, a exposição poderá ser mais alargada, pois, a intervenção agora realizada “é uma compensação arqueológica a uma obra de construção civil e entrou também em contacto com o complexo do cemitério do Adro da Igreja de Santa Maria, escavado na década de 80 pelo Dr. João Ribeiro. Uma pessoa a quem se deve, dentro da história do nosso castelo, o retomar do interesse e a preservação e estudo das nossas origens”. Falta agora saber se esse interesse vai ser retomado de novo.
E outra...
http://casacomumdastertulias.blogspot.com/2007_10_01_archive.html e
http://porterrasdoreiwamba.blogspot.com/2007_09_01_archive.html:
Sobre os "ESTUDOS DE CASTELO BRANCO", NOVA SÉRIE, Nº6... um dos artigos:
- Sílvia Moreira e Pedro Miguel Salvado, «Resultado das Escavações arqueológicas de emergência no Castelo de Castelo Branco (2000)»
Afinal, afinal...
E mais outra:
http://www.ipa.min-cultura.pt (é oficial e no entanto...)
[Ficha do IPA]
Designação do Sítio: Castelo Branco - Castelo
CNS: 263
Tipo de Trabalho: Salvamento
Ano do Trabalho: 2000
Projecto: Intervenção de emergência no Castelo de Castelo Branco
Estado: Relatório Aprovado
Objectivos: Proceder a uma acção de emergência no local, tentando compreender a situação real de destruição dos estratos arqueológicos; Efectuar o alinhamento da área revolvida e respectivo desenho; Observar e recolher todos os materiais incluídos nos estratos já revolvidos.
Data de Início: 25/05/2000
Data de Fim: 30/08/2000
Resultados: O objectivo principal era investigar a área de construção do depósito, tentando saber mais alguma informação sobre a função daquele local em particular, em relação ao todo do monumento. Numa primeira análise podemos referir que os dados recolhidos, embora circunscritos a uma área de relativa dimensão, apresentam uma importância informativa relevante, uma vez que o expólio exumado e a estrutura pétrea encontrada, pela sua intíma ligação com a cerca da alcáçova militar quinhentista, poderá fomentar uma parte da investigação para futuro. Foi entretanto alertada a Câmara Municipal de Castelo Branco para a necessidade no que concerne a construção do depósito, o mesmo deverá recuar cerca de 3 metros, preservando-se assim a estrutura descoberta e para evitar a destruição de vestígios. A sondagem aberta foi tapada com terra.
Arqueólogos: Sílvia da Conceição Robalo Moreira
1) Omitir é feio, ainda para mais quando a pessoa em questão é funcionária pública paga pelos nossos impostos;
2) A blogosfera obrigou a autarquia (o Poder) a responder nos jornais... e há sempre alguém disposto a fazer o frete... esta semana como na anterior (o mesmo "filme" com a ponte romana de segura, com a biblioteca municipal de Castelo Branco...);
3) Os vestígios arqueológicos... quando não se consegue tapá-los com panos pretos, nem destruí-los com os celébres "colherins" da arqueologia albicastrense... são SEMPRE do Século XIX, sempre muito comuns, sem nenhuma importância... e há sempre quem certifique com a sua assinatura a destruição que se segue... o comodismo, os recibos verdes, os tachos, as ameaças, a fome, é humano, nós compreendemos!
Abaixo os "intelectuais ranhosos", os "iluminados" e outros como nós...
Abaixo, abaixo, morram, morram...
Os analfabetos ao poder... perdão! Voltemos atentar, lá vai... Mais analfabetos para o poder!
Desculpem qualquer "coisinha" se não podemos permitir que apaguem a nossa história:
BASTA!
Então, Senhor Presidente? Quem é que nos "vendeu" que os vestígios arqueológicos do Largo de S. João eram arqueologia? Afinal, agora é pela boca de V. Ex.ª que se fala em vestígios arqueológicos... terá sido afectado pelo relinchar geológico????
Etiquetas: Arqueologia, Castelo Branco, escavações arqueológicas, História, relatório



